terça-feira, 30 de janeiro de 2007

O menino do semi-árido - Parte 0

A aquarela humana possue nuances quase imperceptíveis. Um pantone que impede qualquer tentativa de enxergar a vida de forma exata em preto e branco ou sépia sem graça, em um gris sombrio ou num eterno arco de cores alegres.

Obra de arte singular, o homem vive em busca de uma imagem que alivie seu peso e, se possível, arranque alguns aplausos dos passantes. Aparente vantagem pros virtuosos que se maquilam com sofisticação e enganam pelo menos aos outros; azar dos medíocres que ficam nos guetos tentando enfeitar-se com giz de cera e pouco talento, sem conseguir ao menos evitar os borrões pra fora das linhas. A tinta e a cera dos virtuosos e medíocres só acrescentam mais peso da existência sem sentido.

Num planeta de contrastes é difícil falar de uma verdade plena. Numa terra onde tantos pensam que sofrer é a sina dos fracos, parece loucura falar de um bem comum. Penso logo desisto. E quando desisto prefiro devolver o pincel às mãos do pintor. “Sobre tudo o que se deve guardar guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida”, boa vida, leve vida.

3 comentários:

Timóteo Camargo disse...

Texto com pé, mas sem cabeça. Até porque ele é o pé. Em breve a cabeça.

Unknown disse...

estamos esperando... rs

GRAZIELA disse...

O mais novo Blogueiro!! :)
Muito legal...
Escreve bastantão...
Isso é uma das MUITAS coisas que você sabe fazer muito bem!!
Bjão querido!!!